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» Sustentabilidade e responsabilidade social
Existe uma relação estreita entre os conceitos de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável, embora os dois termos nem sempre sejam associados. Então, vamos por partes. De acordo com a ONU, sustentabilidade "é o atendimento das necessidades das gerações atuais, sem comprometer a possibilidade de satisfação das necessidades das gerações futuras". O termo começou a ser utilizado há cerca de 15 anos, especialmente por grandes empresas para se referir exclusivamente à gestão ambiental. Hoje, abrange todas as ações que procuram garantir o futuro de um lugar com uma boa qualidade de vida para todos, respeitando as pessoas e conservando o meio ambiente. Já o conceito de responsabilidade social surgiu na década de 1950, inventado pelo economista norte-americano Howard Bowen, para designar a obrigação social do empresário de adotar orientações, tomar decisões e seguir linhas de ação para beneficiar cinco tipos de público: funcionários, clientes, fornecedores, competidores e outros públicos que de alguma maneira tenham algum vinculo com a empresa – a comunidade, por exemplo. A responsabilidade social passa por uma questão de essência e convicção, requer uma mudança de cultura do empresário e uma participação efetiva nesse processo.
Embora ainda hoje, inacreditavelmente, haja empresários que nunca tenham ouvido falar em responsabilidade social e sustentabilidade, os dois conceitos estão se difundindo rapidamente e a grande maioria das empresas tenta, de alguma maneira, participar dessa onda. O foco é a geração de riquezas, com o equilíbrio entre a produção, o meio ambiente e a comunidade. É um compromisso de desenvolvimento humano sustentável, criando oportunidades efetivas de emprego e de inclusão social. A longo prazo, essa situação gerará mais lucro para as empresas e mais prosperidade social, econômica e ambiental para a sociedade.
Isso quer dizer que o futuro pertence às empresas que são economicamente rentáveis e que, ao mesmo tempo, protegem o meio ambiente e melhoram a vida das pessoas com que mantêm interações. Embora pareça que essa realidade está distante do interior do estado de São Paulo, há uma tendência mundial – e aqui não é diferente – na qual os consumidores estão cada vez mais exigentes e conscientes de que seu poder de escolha pode ser usado também como uma forma de exercício de cidadania. A resposta mais direta que eles podem dar é o boicote a produtos ou serviços de empresas que não são eticamente responsáveis. Na prática, se uma empresa ganha muito dinheiro, mas não combate o trabalho escravo, por exemplo, está na contramão da sustentabilidade.Com certeza, não vai durar muito.
Há ainda quem pense a sustentabilidade de várias formas específicas, como a ambiental, econômica, social, política e cultural. Quem dimensiona dessa forma os setores compreende e respeita as dinâmicas desses setores, diversificando, melhorando e controlando o uso dos recursos que cada um deles oferece.
Isso tudo quer dizer que, para ser sustentável, uma empresa tem que, obrigatoriamente, ser socialmente responsável. A idéia pode ser ainda mais simplificada: quando algo é tirado, algo deve ser reposto, com responsabilidade. Como diz Andrew W. Savitz, no livro ‘A Empresa sustentável’, “crescimento econômico e sucesso financeiro são importantes e geram benefícios significativos para as pessoas e para a sociedade como um todo. Mas outros valores humanos também são fundamentais, inclusive vida familiar, crescimento intelectual, expressão artística e desenvolvimento moral e espiritual”.
Marcelo Teixeira é integrante da
Rede Ethos de Jornalistas e gestor
de captação de recursos para
projetos de responsabilidade social
Marcelo Teixeira
Site Relacionado: www.appribeirao.com.br
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